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CosméticoApenas pesquisa

GHK-Cu

Peptídeo de cobre. Promove regeneração tecidual e tem propriedades anti-envelhecimento.

Calcular dose

Revisado em 2026-04-16

Puxar na seringa
4U
= 0,04 ml
Doses por frasco
50
a 25 mg/ml
Dose típica
1 mg
Frequência
1x por dia
Frascos comuns
50 mg, 100 mg
Faixa
Tópico: 0,05-2% em cosméticos. Injetável: não estabelecido para uso humano

Sobre o peptídeo

GHK-Cu é o complexo de cobre do tripeptídeo glicil-L-histidil-L-lisina (GHK), isolado pela primeira vez do plasma humano em 1973 por Loren Pickart. Os níveis plasmáticos de GHK declinam com a idade (de ~200 ng/mL aos 20 anos para ~80 ng/mL aos 60), motivando pesquisa sobre ações regenerativas cutâneas, cicatrizantes e moduladoras da expressão gênica. Importante distinguir aplicações: o GHK-Cu é **ingrediente cosmético amplamente utilizado e permitido** em formulações tópicas (anti-envelhecimento, pós-procedimentos, cuidados capilares), com décadas de uso seguro documentado. Já a forma **injetável** (SC/IM), popular em biohacking, **não possui aprovação regulatória** para uso humano — permanece no domínio da pesquisa, e os produtos injetáveis comercializados são rotulados "apenas para pesquisa", frequentemente de fornecedores não farmacêuticos sem garantia de pureza ou esterilidade.

Mecanismo de ação

GHK apresenta altíssima afinidade pelo cobre(II), formando complexo estável que atua como transportador fisiológico de cobre. O cobre é cofator essencial para enzimas da cicatrização (lisil oxidase, superóxido dismutase) e síntese de matriz extracelular. O complexo GHK-Cu estimula síntese de colágeno, elastina, glicosaminoglicanos e proteoglicanos por fibroblastos dérmicos. Análises transcriptômicas mostram modulação da expressão de mais de 4.000 genes humanos — remodelamento tecidual, resposta antioxidante, sinalização anti-inflamatória (supressão de NF-κB) e reparo de DNA. Clinicamente, ensaios em úlceras diabéticas, cirurgia de Mohs e pele pós-laser CO2 documentaram aceleração de reepitelização e melhora da qualidade da cicatriz.

Efeitos colaterais documentados

  • Tópico: perfil de segurança favorável em décadas de uso cosmético — irritação local ocasional, eritema transitório
  • Possível dermatite de contato em sensibilizados ao cobre
  • Injetável (uso experimental): dados humanos muito limitados; reações no local; preocupação com esterilidade de produtos de mercado cinza
  • Teórico: risco de acúmulo de cobre em uso crônico sem monitorização

Contraindicações

  • Alergia conhecida ao cobre
  • Doença de Wilson ou outros distúrbios do metabolismo do cobre
  • Gestação e lactação (uso injetável — ausência de dados)
  • Uso injetável fora de protocolos de pesquisa não é recomendado

Referências

Onde aplicar

Peptídeos subcutâneos podem ser aplicados em 3 regiões principais. Revezar é importante para evitar lipohipertrofia.

Região mais recomendada. Absorção rápida e consistente. Evite 5 cm ao redor do umbigo.

Absorção
Rápida
Facilidade
Fácil
Rotacionar é essencial: alterne o lado e afaste cada aplicação em ~2 cm da anterior para evitar lipohipertrofia e perda de absorção.

Perguntas frequentes sobre GHK-Cu

Qual a dose típica de GHK-Cu?

A dose típica reportada na literatura é de 1 mg por aplicação, 1x por dia. A faixa de dose observada em estudos é Tópico: 0,05-2% em cosméticos. Injetável: não estabelecido para uso humano. Doses individuais variam conforme objetivo, peso corporal e resposta clínica — sempre sob orientação profissional.

Como calcular a dose de GHK-Cu na seringa?

A quantidade de unidades depende de quanto peptídeo tem no frasco e quanta água bacteriostática foi adicionada. Use a calculadora de reconstituição com a dose de 1 mg pré-preenchida para descobrir quantas unidades puxar.

GHK-Cu é aprovado para uso em humanos?

Não. GHK-Cu é considerado peptídeo de pesquisa — não possui aprovação por FDA, EMA ou ANVISA para uso humano. Qualquer uso é off-label e sem respaldo regulatório.

Como guardar GHK-Cu depois de reconstituído?

Após reconstituído com água bacteriostática, o frasco de GHK-Cu deve ser mantido na geladeira (2-8°C) e usado em até 28 dias. Nunca congele nem deixe em temperatura ambiente por mais de 24 horas.

Quais os efeitos colaterais mais comuns de GHK-Cu?

• Tópico: perfil de segurança favorável em décadas de uso cosmético — irritação local ocasional, eritema transitório • Possível dermatite de contato em sensibilizados ao cobre • Injetável (uso experimental): dados humanos muito limitados; reações no local; preocupação com esterilidade de produtos de mercado cinza • Teórico: risco de acúmulo de cobre em uso crônico sem monitorização Veja a lista completa com fontes mais acima nesta página.

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