Pular para o conteúdo
Hormônio do crescimentoAprovado FDAWADA

Tesamorelina

Análogo do GHRH. Reduz gordura visceral abdominal.

Calcular dose

Revisado em 2026-04-16

Puxar na seringa
200U
= 2 ml
Doses por frasco
1
a 1 mg/ml
Dose típica
2 mg
Frequência
1x por dia
Meia-vida
~26-38 min
Faixa
2 mg/dia SC (dose fixa aprovada)

Sobre o peptídeo

Tesamorelina é um análogo sintético do GHRH humano, composto por 44 aminoácidos com modificação N-terminal (ácido trans-3-hexenoico no Tyr1) que confere resistência à DPP-4 e prolonga a meia-vida funcional. Aprovada pela FDA em 2010 como Egrifta, com formulação atualizada Egrifta WR aprovada posteriormente. A indicação aprovada é específica: redução de excesso de gordura abdominal visceral (lipodistrofia) em adultos HIV-positivos em terapia antirretroviral. Estudos pivotais demonstraram reduções médias de ~15-18% no tecido adiposo visceral após 26 semanas. Uso em outras populações (anti-envelhecimento, performance, perda de gordura geral) é off-label e não avaliado em ensaios regulatórios. Proibida pela WADA na categoria S2.

Mecanismo de ação

Liga-se e ativa o receptor de GHRH na hipófise anterior, estimulando síntese e liberação pulsátil endógena de GH. O GH, por sua vez, atua em tecidos-alvo diretamente e via estimulação da produção hepática de IGF-1, promovendo lipólise preferencialmente no tecido adiposo visceral. A modificação N-terminal com ácido trans-3-hexenoico protege a molécula da clivagem por DPP-4, resultando em meia-vida plasmática de ~26-38 minutos — maior que a do GHRH endógeno, mas ainda curta, justificando administração diária.

Efeitos colaterais documentados

  • Artralgia (dor articular)
  • Reações no local da injeção (eritema, prurido, dor, hematoma)
  • Dor em extremidades / mialgia
  • Edema periférico
  • Parestesia
  • Náusea

Contraindicações

  • Disfunção do eixo hipotálamo-hipofisário por hipofisectomia, hipopituitarismo, radiação hipofisária ou traumatismo
  • Malignidade ativa
  • Gravidez
  • Hipersensibilidade à tesamorelina, manitol ou outros excipientes

Referências

Onde aplicar

Peptídeos subcutâneos podem ser aplicados em 3 regiões principais. Revezar é importante para evitar lipohipertrofia.

Região mais recomendada. Absorção rápida e consistente. Evite 5 cm ao redor do umbigo.

Absorção
Rápida
Facilidade
Fácil
Rotacionar é essencial: alterne o lado e afaste cada aplicação em ~2 cm da anterior para evitar lipohipertrofia e perda de absorção.

Perguntas frequentes sobre Tesamorelina

Qual a dose típica de Tesamorelina?

A dose típica reportada na literatura é de 2 mg por aplicação, 1x por dia. A faixa de dose observada em estudos é 2 mg/dia SC (dose fixa aprovada). Doses individuais variam conforme objetivo, peso corporal e resposta clínica — sempre sob orientação profissional.

Como calcular a dose de Tesamorelina na seringa?

A quantidade de unidades depende de quanto peptídeo tem no frasco e quanta água bacteriostática foi adicionada. Use a calculadora de reconstituição com a dose de 2 mg pré-preenchida para descobrir quantas unidades puxar.

Tesamorelina é aprovado pelo FDA?

Sim, Tesamorelina é aprovado pela FDA para indicações específicas documentadas em bula. Uso fora dessas indicações é off-label e não possui respaldo regulatório direto.

Tesamorelina é permitido em esporte competitivo?

Não. Tesamorelina consta na Lista Proibida da WADA (Agência Mundial Antidoping), sendo banido dentro e fora de competição. Atletas sob código WADA que forem detectados com o composto podem ser sancionados.

Como guardar Tesamorelina depois de reconstituído?

Após reconstituído com água bacteriostática, o frasco de Tesamorelina deve ser mantido na geladeira (2-8°C) e usado em até 28 dias. Nunca congele nem deixe em temperatura ambiente por mais de 24 horas.

Quais os efeitos colaterais mais comuns de Tesamorelina?

• Artralgia (dor articular) • Reações no local da injeção (eritema, prurido, dor, hematoma) • Dor em extremidades / mialgia • Edema periférico Veja a lista completa com fontes mais acima nesta página.

Peptídeos relacionados